A Consulta Preconcecional

A consulta preconcecional deve ser realizada quando o casal pensa em engravidar, e é dirigida tanto à mulher como ao homem.

Antes de tentar engravidar o casal deve estar ciente das alterações associadas a uma gravidez e, posteriormente, a um filho. Daí a importância de serem acompanhados, por um médico e por um enfermeiro, desde o momento em que pensam em engravidar. Assim dispõem previamente do apoio de profissionais, em quem têm confiança e a quem podem recorrer desde o início desta aventura.

Quando o casal decide engravidar, caso seja uma gravidez planeada e desejada, é importante que marquem uma consulta no ginecologista ou médico de família, antes de abolir quaisquer métodos contracetivos que estejam a utilizar.

É importante referenciar que, o período de maior sensibilidade do embrião/feto é entre os 17 e os 56 dias, e muitas vezes pode ser difícil reconhecer que está grávida e marcar uma consulta de obstetrícia dentro desta altura. Além disso, os comprimidos de ácido fólico, nutriente essencial à formação do futuro sistema nervoso do embrião, devem ser iniciados cerca de 2 meses antes de engravidar, ou seja, logo na consulta preconcecional.

Durante a consulta preconcecional será feita uma avaliação do estado de saúde da mulher, o levantamento das suas doenças e do seu companheiro, e eventual medicação crónica que necessite de ser ajustada ou substítuida. História familiar de doenças congénitas e eventual encaminhamento para rastreio, consumo de álcool, tabaco e drogas deve ser abolido se possível, e discutir a eventual exposição a tóxicos que possam causar malformações fetais.

O médico provavelmente irá pedir análises de sangue ao casal, para despiste de algumas doenças e infeções sexualmente transmissíveis e para saber o grupo de sangue. Também as vacinas são um ponto importante a ter em conta, e se não estiverem em dia serão encaminhados para a vacinação.

A consulta preconcecional é um modo de garantir o sucesso da gravidez, pois existem uma série de fatores que podem ser detetados, modificados e eliminados antes da gravidez, evitando que estes a influenciem negativamente (Direção Geral de Saúde, 2006).

Depois das análises e exames feitos, e da confirmação pelo profissional de saúde que tudo está bem, o objetivo é desfrutar da relação a dois e esperar, pacientemente, que de dois passem a três ou mais.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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