As Consultas na Gravidez

Quando uma mulher descobre que está grávida é tempo de pensar como vai vigiar a sua saúde durante este período.

Quando descobrir que está grávida, provavelmente através de um teste de gravidez, está na altura de pensar onde quer ser seguida. O Sistema Nacional de Saúde Português disponibiliza consultas de saúde materna gratuitas, nos centros de saúde da sua área de residência. Também poderá adquirir, no seu centro de saúde, um documento de isenção, que serve como comprovativo para não pagar as taxas moderadoras quando recorrer às consulta e/ou às urgências dos serviços de saúde públicos.

Depois de escolher, onde irá vigiar a sua gravidez, contacte o local o mais rapidamente possível para que lhe seja marcada uma consulta. Estas consultas médicas de vigilância de saúde materna, sempre que possível, devem ser intercaladas com consultas de enfermagem.Também pode escolher ser vigiada num médico obstetra privado, aqui os encargos das consultas serão inteiramente da responsabilidade do casal. Havendo apenas lugar à comparticipação, caso o médico tenha acordos com seguros de saúde, e você tenha um. Ainda assim, tem direito ao documento de isenção, que deve ser levantado igualmente no centro de saúde, sendo este válido apenas para os serviços de saúde públicos.

esquema de vigilância da gravidez aconselha que sejam realizadas entre 6 a 10 consultas. Preferencialmente com uma consulta mensal até às 32-34 semanas de gestação, no centro de saúde, e uma consulta quinzenal a partir das 34-36 semanas já no hospital. São encaminhadas para o hospital todas as mulheres com gravidez de alto risco ou que tenham mais de 36 semanas de gravidez, pois existem aparelhos, mais eficazes, que permitem avaliar o bem estar da mãe do bebé.

Na primeira consulta, caso não tenha consultas prévias, o médico e/ou enfermeira fará a sua história de saúde: se tem doenças, se já foi operada, história menstrual e ginecológica, gravidezes anteriores, grupo de sangue, vacinas, e também poderá ser relevante saber alguns dados do pai e familiares.

Durante as consultas será avaliado o peso e tensão arterial da grávida, para garantir que a sua evolução é normal. Nas últimas semanas de gravidez, pode-lhe também ser pedido que urine para uma tirinha com cores, vulgarmente chamada de tira de combur, para ver se tem proteínas (presentes quando a tensão arterial está alta) ou glicose na urina (presente quando há diabetes gestacional).

Todos os trimestres de gravidez fará análises ao sangue, para avaliar se está ou não anémica (frequente durante a gravidez), ou se tem alguma infeção que possa afetar o bebé, tal como, VIH (vírus da imunodeficiência humana), Hepatite B, Hepatite C, Sífilis, Rubéola, Citomegalovírus e Toxoplasmose.

A partir da 12-14ª semana já é possível auscultar os batimentos cardíacos do bebé, com um aparelho de ultrassons, e a partir daqui estes serão avaliados em todas as consultas. Por volta das 17-20ª semana de gravidez deverá começar a sentir os movimentos do bebé. A partir das 35 semanas estes movimentos deverão ser contabilizados diariamente, e anotados numa página específica do boletim de saúde da grávida, caso sinta menos de 10 movimentos em 12 horas deverá ir à urgência, para garantir que o bebé está bem.

Sempre que tiver uma dúvida relativamente à gravidez anote-a num caderno. Assim, quando tiver consulta não se esquece de a colocar ao profissional de saúde que a atender. Não tenha problemas em fazer questões, os profissionais de saúde estão lá para a ajudar, tirar-lhe as dúvidas e garantir que a sua gravidez corre o melhor possível.

 

Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

Comentários

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Daniela Silva 06/13/17 7:53pm
Boa tarde. Fiz a ecografia das 13 semanas e foi dito que tenho a placenta baixa. a medica muito bruta que nao deixa o paciente falar, diz para nao fazer esforços que podia haver sangramento ou aborto. Nao quis fazer toque vaginal pela mesma razão, mas na proxima consulta quer fazer (sem mandar fazer mais exames). Não sei se isso é normal, mas sendo ela bruta, fico com receio que ela faça isso. tenho colesterol alto e dores nas costas mesmo sem fazer esforços. Já fui as urgências por causa das dores. O colesterol a medica nunca mediu nem quis saber. Sinto me preocupada por estar a ser mal seguida. Gostaria de saber se nesta situaçao será possivel pedir para ser seguida no hospital ?
Susana Carvalho de Oliveira 01/28/17 10:51am
Carina,

Se foi encaminhada do centro de saúde para o hospital muito provavelmente isso significa que existe alguma patologia que justifique uma vigilância mais especializada. Possivelmente alguma doença que já tenha prévia à gravidez, como diabetes, asma, hipotiroidismo, são tudo condições que fazem que se considere critérios para ser vigiada no hospital.
carina 01/28/17 3:54am
ola. eu tenho ums duvida. eu vou ser seguida no hospital desde o inicio da gravidez. isso quer dizer que é de risco?