Gravidez e VIH

O Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH) é algo que ainda comporta uma grande carga negativa, no entanto, tendo alguns cuidados e tratamento adequado, a gravidez pode correr bem e o bebé nascer saudável.

O Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) é transmissível via sexual e por contacto com fluidos humanos contaminados, tais como sangue e sémen. A saliva ainda não está comprovada que transmita o vírus. Também pode ser transmissível de mãe para filho por contacto com sangue e secreções vaginais durante a passagem do bebé pelo canal de parto.

A infeção com o VIH leva posteriormente, e caso não seja tratada atempadamente com medicação específica, chamada de antirretrovirais, a uma destruição de determinados glóbulos brancos, especialistas em debelar infeções, originando uma progressiva debilidade do sistema imunitário do indivíduo, tornando-o por isso suscetível a infeções oportunistas, que têm mais dificuldade em atacar individuos saudáveis.

A consulta preconcecional é fundamental numa grávida infetada com VIH, pois ser-lhe-á recomendada uma colheita de sangue para análises, para avaliar a carga viral, e deverá ser medicada corretamente. A maior taxa de transmissão mãe-feto é associada a cargas virais maternas elevadas, no entanto, sabe-se que fumar, toxicodepência, promiscuidade sexual, amniocentese ou rotura da bolsa de águas superior a 4 horas pode aumentar o risco de transmissão.

Sintomas

Os sintomas inicialmente podem parecer-se com uma gripe, com febre, perda de peso, mal-estar geral. Posteriormente poderão aparecer sintomas associados a outro tipo de doenças oportunistas que infetem a grávida.

Diagnóstico

O diagnóstico consiste numa simples colheita de sangue, que é feita a todas as grávidas em todos os trimestres de gravidez.

Tratamento

Neste momento é consensual que a grávida deve fazer antirretrovirais, no período de gravidez e intra-parto.

A via do parto depende da carga viral da mulher e da vigilância e medicação que esteja a fazer. De uma maneira geral, se é previsível que o parto seja rápido e se a bolsa de águas não estiver rota há mais de 4 horas, sendo a mulher vigiada, medicada, e com uma carga viral baixa, o parto vaginal deverá ser uma opção. No entanto, se estas condições não se verificarem provavelmente a via de parto preferencial será a cesariana.

É importante que se mentalize que, para reduzir o risco de transmissão de VIH ao seu bebé, não vai poder amamentar, pois esta é outra das vias de contaminação.

Não se esqueça de prevenir o contágio do seu companheiro e use preservativo.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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