Gravidez Ectópica

A gravidez ectópica é um problema que embora não seja muito comum, também não é raro, e infelizmente faz parte da realidade de muitas mulheres. Esta é caracterizada pela implantação do produto de conceção (óvulo fecundado pelo espermatozóide) fora do endométrio (camada interna de revestimento do útero). Esta pode ser nas trompas (em 97% dos casos), nos ovários, no abdómen ou no colo do útero.

Na sociedade atual verifica-se um aumento de incidência destes casos devido ao aumento dos casos de interrupções voluntárias da gravidez, infeções sexualmente transmissíveis, recurso a técnicas de procriação medicamente assistida, dispositivos intrauterinos, curetagens anteriores (raspagem do útero) e utilização de medicação na abordagem de gravidez ectópica prévia.

Sintomas

A dor abdominal na região do baixo-ventre é a queixa mais frequente, pode ser contínua ou então ter picos de intensidade, afetando normalmente um dos lados. Pode também ocorrer perda de sangue vaginal, normalmente vermelho escuro e em pequena quantidade, após ter falha da menstruação, é necessário ter cuidado para não confundir com uma menstruação anormal, confirme com um teste de gravidez de farmácia.

Diagnóstico

Atualmente verifica-se que estas situações são diagnosticadas ainda numa fase muito precoce, através de análises de sangue a uma hormona específica da gravidez. Nas análises sanguíneas é expectável que a hormona da gravidez, a hormona gonadotrofina coriónica humana, duplique a cada 48 horas, no entanto, numa gravidez ectópica o seu valor pode aumentar ligeiramente, manter-se ou mesmo diminuir.Diagnóstico

Também a ecografia e a palpação médica do abdómen constituem informações importantes no diagnóstico deste problema.

É conveniente que esta situação seja diagnosticada o mais precocemente possível pelo risco de rotura da trompa e hemorragia.

Tratamento

Mediante a situação de cada mulher, o local da gravidez e a existência ou não de hemorragia, o médico poderá optar por um tratamento conservador, isto é, manter a trompa afetada funcional, ou por tratamento cirúrgico.

Uma das primeiras linhas de abordagem, é a administração de medicação, sendo a mais utilizada o metotrexato, este impede o desenvolvimento do embrião. Pode ser feito numa única toma ou em várias, dependendo dos casos. De qualquer forma deve manter-se atenta, se a dor aumentar consideravelmente deve dirigir-se ao hospital.

Pode também optar-se por tratamento cirúrgico caso a medicação seja insuficiente ou em caso de gravidez ectópica recorrente. Existem 2 abordagens: uma conservadora, em que é feita uma incisão na parede da trompa e retirado o seu conteúdo, chama-se de salpingostomia, ou então caso haja rotura da trompa e a vida da mulher esteja em risco opta-se por cortar o troço afetado da trompa, denominando-se de salpingectomia.

Após qualquer um dos tratamentos será necessária uma nova consulta com colheita de sangue para avaliar se o problema foi resolvido.

Mesmo havendo necessidade de optar pelo método mais radical de retirar a trompa, manterá a capacidade de engravidar, pois ainda mantém uma trompa funcionante.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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