Sexo na Gravidez

O sexo é ainda um tema tabu na nossa sociedade, é pouco explorado e quase vergonhoso falar disso. Principalmente, num casal que está grávido, o sexo pode atrair muitas dúvidas e inibições.

A sexualidade humana é algo inerente à nossa espécie. É parte integrante do nosso ser desde que nascemos até morrermos.

A gravidez como parte integrante do ciclo de vida humano, não deverá ser motivo para que o casal deixe de vivenciar a sua sexualidade. Aliás, esta é uma das fases mais importantes da vida, e tendo a mulher o apoio do seu companheiro, futuro pai do filho, é de extrema importância que este a valorize, e a faça sentir-se amada e desejada enquanto mulher.No entanto, desde que a religião faz parte da sociedade, o ato sexual foi rotulado como pecaminoso, servindo apenas para a perpetuação da espécie. Felizmente, a mentalidade tem-se vindo a modificar, e a aceitar a sexualidade como essência do ser humano, embora ainda permaneçam alguns tabus relativos a esta temática.

Com o desenvolvimento da gravidez o apetite sexual, os desejos e sensações vão-se alterando, e é importante, principalmente para o homem, perceber como funciona o corpo da mulher durante a gravidez, para que ambos possam tirar o melhor partido destes momentos a dois.

Em contrapartida, nos meses seguintes a disposição da mulher, normalmente, muda por completo. A região vaginal tem um aumento da irrigação sanguínea, tornando-se por isso mais sensível, e há um aumento da lubrificação vaginal, permitindo à mulher desfrutar de maior número de orgasmos e/ou mais intensos.Nos primeiros 3 meses de gravidez, é normal que a mulher tenha uma ligeira diminuição do apetite sexual, uma vez que começa a sentir os primeiros desconfortos, tais como sonolência, sensibilidade mamária, tolerando pouco o toque nesta zona (pode ser transversal a toda a gravidez), náuseas ou vómitos, e que podem condicionar a sua disposição para o sexo.

Também a mulher deve estar atenta aos desejos e provocações do homem, e deve compreender que, em geral, o apetite sexual do homem mantêm-se igual antes e durante a gravidez. Muitos deles consideram que a mulher grávida é mais sensual e desejável, representando a gravidez a sua virilidade masculina.

Ainda assim, em alguns casos, os últimos meses de gravidez podem diminuir o apetite sexual do homem. O aumento do abdómen, a secreção do primeiro leite materno (colostro), o medo do desconhecido e o sentimento de insegurança, relativamente à relação vivida entre mãe e filho, apresentam-se muitas vezes como barreiras psicológicas para o homem, levando a uma diminuição do seu desejo sexual.

Cabe ao casal conversar e compreender o ponto de vista do companheiro(a), reforçando e valorizando o amor que sentem um pelo outro, de modo a desfazer mitos e tabus que possam existir. A gravidez deverá ser apenas mais uma razão para a aproximação do casal, tornando o ambiente familiar tranquilo e acolhedor para receber o seu filho.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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