O Contacto Pele a Pele

O contacto pele a pele é um tema ainda pouco divulgado às mães, mas a sua importância é extrema para a saúde e organização do bebé.

contacto pele a pele pressupõe que o bebé seja colocado nu sobre a mãe, logo após o nascimento, cobrindo-se ambos com um cobertor quente, para que não arrefeçam.

Esta prática veio demonstrar, através de vários estudos realizados, que reforça não só a relação mãe-filho mas também promove a amamentação e aumenta a taxa de prevalência da mesmaproporciona ao recém-nascido uma estabilização da frequência cardíaca, respiratória e da glicemia (valores do açúcar no sangue) após o nascimento.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) refere, desde 1989, que o contacto pele a pele favorece ainda a colonização da pele e do trato gastrointestinal do recém-nascido por microrganismos maternos, que tendem a não criar doenças, e contra os quais, posteriormente, o leite materno oferecerá imunidade.

Também existem algumas vantagens para a mãe, em estabelecer o contacto pele a pele, nomeadamente facilita a adaptação do bebé à mama, pois este reconhece o cheiro e rapidamente inicia movimentos de busca, ajuda à produção de um hormona denominada ocitocina, que auxilia à saída da placenta e à contração do útero, prevenindo assim as hemorragias pós-parto. Outro fator interessante causado pela libertação desta hormona é que ela aumenta a temperatura da mãe, permitindo, deste modo, ao recém-nascido manter uma temperatura estável sem ter frio, salvaguardando que devem ambos ser cobertos com uma manta.

O contacto pele a pele não é mais do que um cuidado a que todas as mães e bebés têm direito, caso o estado de saúde de ambos o permita. Embora a prática do mesmo ainda não seja banal nas nossas maternidades, esta tem grandes influências principalmente a nível da iniciação e duração do aleitamento materno.

Por isso, caso deseje estabelecer contacto pele a pele, após o nascimento, informe a equipa de profissionais que a assistir durante o parto, para que este seja de facto um momento inesquecível e positivo.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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