O Parto na Água

O parto na água tem ganho bastantes adeptos, tanto pelo relaxamento que induz na mulher, como pelo ambiente calmo e sereno que cria à volta do nascimento de um bebé.

O parto na água começou a ser escolhido pelas mulheres pelo relaxamento que incute, durante a fase de dilatação e expulsão, aliviando a dor, e pela diminuição de stress na criança, pelo ambiente que gera.

Nos Estados Unidos e na Inglaterra, o parto na água, é especialmente recomendado para a diminuição das dores da mãe durante o trabalho de parto. Segundo alguns profissionais “o processo de parir na água (…) é, principalmente, utilizado para diminuir as dores e possibilitar mais relaxamento e, assim, a mulher pode suportar as contrações sem utilizar medicamentos. (…) O mergulho na água em temperatura corporal pode ter, de facto, um efeito totalmente incrível.”

De facto, a água morna diminui a dor e relaxa os músculos, durante as contrações na fase de dilatação, pois o tecido e a musculatura do canal de parto (colo do útero, pavimento pélvico e paredes vaginais) tornam-se muito mais elásticos. O ciclo vicioso “dor-medo-tensão-dor” nem se inicia. A própria mulher liberta analgésicos cerebrais (endorfinas), que inibe as substâncias mensageiras do stress, como a adrenalina, não se desenvolvendo uma respiração de stress, que consumiria mais oxigénio durante as contrações.

Desta forma, o fornecimento de oxigénio para a mãe e para a criança continua excelente. Discute-se até o facto de a mãe poder necessitar de menor quantidade de oxigénio, durante o decorrer do trabalho de parto na água, e assim disponibilizar mais oxigénio para o bebé. Vários estudos confirmam esta teoria pela vitalidade e cor do bebé ao nascer.

No entanto, existem certas condições que não permitem à mulher escolher um parto na água, como por exemplo:

  • Infeções e/ou febre;
  • Pré-eclâmpsia severa/eclâmpsia (patologia da gravidez associada à hipertensão);
  • CTG (cardiotocografia) com ritmo cardíaco fetal suspeito;
  • Líquido amniótico com fezes do bebé (líquido “esverdeado”);
  • Tromboses;
  • Indução do trabalho de parto;
  • Gravidez na sequência de Fertilização in-vitro ou inseminação artificial;
  • Doenças psiquiátricas.

De um modo geral, sempre que a mãe e o bebé se apresentam saudáveis, o parto na água é possível. Em determinadas situações, torna-se até terapêutico, reduzindo o stress, aumentado o espaço pélvico e melhorando o fornecimento de oxigénio.

É um ambiente propício à participação dos pais no parto. Os “bebés da água”, em geral, olham ao seu redor com olhos bem abertos e assim estabelecem uma relação familiar amorosa.

Artigo redigido com base no texto de Cornelia Enning, autora do livro Aqua-midwifery & Aqua Obstetrics, tradução para Português por BioNascimento, Portugal. Direitos cedidos pela autora a www.bionascimento.com.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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