O Que é a Epidural?

À medida que o momento do parto se aproxima, a associação à dor e ao medo da dor é inevitável, no entanto, atualmente existe uma técnica médica que permite aliviar as dores do parto: a analgesia do trabalho de parto.

A analgesia do trabalho de parto também conhecida como a "epidural" é uma técnica, realizada por um médico anestesista, que consiste na injeção de medicação num espaço localizado no meio da coluna vertebral, o espaço epidural, e que tem como objetivo aliviar a dor do trabalho de parto. Este procedimento tornou-se numa das técnicas de alívio da dor mais utilizada, porque permite à mulher desfrutar e participar neste momento tão importante da sua vida, o nascimento do seu bebé, com o mínimo de risco associados.

Posicionar a grávida de costas para o médico, com a cabeça ao peito e de forma a ficar enrolada, para abrir o espaço entre os anéis que formam a coluna vertebral;O procedimento consiste em:

  • Anestesiar o local da punção com anestésico local, em que sente apenas uma picada ligeira;
  • Introduzir uma agulha até chegar ao espaço epidural, durante a qual pode sentir uma pressão;
  • Através desta agulha é colocado um cateter flexível, por onde lhe será administrada medicação para alívio das dores durante todo o trabalho de parto;
  • A agulha é retirada;
  • É feito o penso, para fixar o cateter.

A epidural e as tatuagens:  se o local da punção estiver tatuado pode inviabilizar a realização da técnica.

Se o parto for vaginal o cateter epidural manter-se-á até cerca de 2 horas após o parto.

Se o parto foi por cesarina o cateter mantem-se mais ou menos por 24 ou 36 horas, e é utilizado para fazer medicação para as dores.

Como todas as técnicas, também a epidural não é isenta de riscos, é uma técnica que exige grande concentração da parte médica e muita colaboração por parte da grávida. Os riscos ou efeitos secundários mais frequentes são:

  • Náuseas e vómitos,
  • Diminuição da tensão arterial,
  • Comichões (prurido) generalizadas,
  • Dores de costas no local da punção,
  • Dores de cabeça (cefaleias) quando se levantar.

Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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