O Que é o Índice de Apgar?

O índice de apgar é uma escala que foi desenvolvida por uma médica norte-americana, com o objetivo de avaliar qual a adaptação do recém-nascido ao mundo extrauterino e se em algum momento o bebé sofreu de asfixia e qual a sua gravidade. 

A escala preconiza a avaliação de 5 itens:  cor da pele, frequência cardíaca, frequência respiratória, resposta reflexa a estímulos e tónus muscular. A cada item é atribuída uma pontuação de 0 a 2, sendo o valor 2 representado como o normal e expectável. O valor máximo que se pode obter no índice de apgar são 10 valores.

Por vezes os bebés prematuros, com doenças diagnosticadas, cujas mães estão muito tempo a fazer esforços para o bebé sair, ou até mesmo porque têm o cordão umbilical ao pescoço, tendencialmente têm um índice de apgar mais baixo. No entanto, este facto não implica que o bebé tenha de ter algum cuidado especial, os recém-nascidos têm uma grande capacidade regenerativa e de adaptação e, na maioria dos casos, a recuperação é rápida. Tal como também não implica que um prematuro que nasce com um índice de apgar 9/10/10 (ao 1º, 5º e 10º minuto) não tenha de ir para a neonatologia.O índice de apgar é avaliada ao primeiro, quinto e décimo minuto de vida, desta maneira é percetível a evolução positiva ou negativa da adaptação do bebé ao meio extrauterino. De uma maneira geral, o índice de apgar de um bebé saudável que nasce sem sinais de asfixia variam entre os 7 e os 10 valores, sendo que normalmente ao primeiro minuto o valor é mais baixo.

Esta escala é apenas mais uma ferramenta que o enfermeiro ou o médico neonatologista, que recebe o bebé na sala de partos, utiliza para descrever qual a evolução da adaptação do bebé ao meio fora do útero. Mas receber um bebé ao nascer implica toda uma avaliação cuidada do seu estado-geral, sendo o índice de apgar mais uma ajuda.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

Comentários

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Maria Elisa 05/06/17 11:09pm
Otimo...gostei. Acessível
To preocupada com o bebê de uma amiga q nasceu de forceps (?). Ainda se usa isso? Horas de trabalho de.parto e ao invés de fazer Cesária, fazem essa violência com.a mãe e a criança. A mae quase morreu de tanto sangrar. Desfalecide e quase sem.reflexo, mal conseguiu sentir sua cria no.peito. (fotos). Fico revoltada com essa "ditadura" do parto normal no SUS e com o exageto das Cesárias na classe média e alta. Conto e agradeço se me der sua opinião. Abraco Maria Elisa
Deane 01/08/17 1:52pm
E sempre bom aprender sobre o recém nascido muito boa a sua informAcao