A Vida Conjugal no Pós-Parto

O período pós-parto é um pouco conturbado e por vezes o casal tem tendência a voltar todas as atenções para o bebé.

Após o parto a mulher fica fragilizada, não só em termos físicos mas também em termos psicológicos, isto deve-se em parte ao esforço físico e descontrolo hormonalcausado pelo parto, mas também à sua adaptação ao novo papel de mãe, ao cansaçoe ao grau de exigência incutido no cuidar de um bebé. Obviamente que o pai também sente igualmente este cansaço e fragilidade, embora o parto não seja propriamente um esforço físico para o homem, é sem dúvida um grande esforço emocional.

É importante que definam em conjunto um ou dois dias por mês, para deixar o bebécom os avós ou familiares de modo a terem algum tempo um para o outro: irem ao cinema, passear, viajar, ou sair à noite, coisas que ambos gostem de fazer e que vos dê prazer.É fundamental que o casal consiga manter uma relação conjugal saudável, para que o seu bebé cresça num ambiente harmonioso, e se mantenha feliz neste novo papel de pais. Para isso a tolerância, compreensão e comunicação são elementos essenciais, para a ultrapassarem de um modo positivo. Não é por acaso que há um decréscimo da satisfação relativamente ao matrimónio após o nascimento de um filho, tal como referencia um estudo da Universidade de Denver.

Por outro lado, quando estão em casa é fulcral fazer divisão das tarefas domésticas e dos cuidados ao bebé para não sobrecarregar nenhum dos lados. A mãe deve permitir ao pai envolver-se nos cuidados ao filho e delegar algumas tarefas, e o pai deve mostrar iniciativa e empenho nos cuidados ao bebé, e ajudar na lida da casa.

Sempre que as coisas não estiverem a 100% conversem e exponham os vossos sentimentos para conseguirem ultrapassar todas as vossas dificuldades.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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