Mitos na Amamentação

Apesar da aquisição de novos conhecimentos, principalmente na área da amamentação, ainda se observa a existência de alguns mitos associados a esta prática, desvende quais.

A amamentação é um processo de aprendizagem que exige bastante dedicação e empenho e, dada a sua complexidade, surgem muitas vezes mitos associados, quer seja por desconhecimento ou, simplesmente, porque existem novos estudos que comprovam novas teorias mais eficazes e que favorecem o sucesso da amamentação.

Os mitos mais frequentes são:

“Quando amamento pego na mama em pinça com os dedos indicador e médio.”

A pega em “pinça” ou tesoura não facilita a adaptação do bebé à mama, apenas diminui o fluxo de leite e dificulta a extração do mesmo pelo bebé. Esta apenas é indicada caso a mãe tenha muito leite e o bebé se engasgue com frequência.

Ao amamentar deitada, a cama serve como um apoio para a mama e, à partida, o bebé fará uma pega sem auxílio. Se amamentar sentada e o mamilo não estiver na direção da boca do bebé deverá pegar na mama em “C”, elevando-a até estes ficarem alinhados.

“Quando o bebé está a mamar tenho de colocar um dedo na mama para não lhe tapar o nariz.”

Enquanto a mãe está a amamentar pode parecer-lhe que o nariz do bebé está obstruído pela mama, no entanto, se o reposicionar mais horizontalmente irá proporcionar-lhe mais espaço para a respiração.

Esta técnica, de colocar o dedo na mama junto ao nariz do bebé, apenas é recomendada quando as mamas são muito volumosas. Sempre que o fizer sem necessidade, estará a correr o risco de desadaptar o bebé da mama e dificultar-lhe a extração de leite.

“O meu leite é fraco e/ou insuficiente.”

Todas as mães possuem a mesma capacidade de produção de leite, pois o número de células produtoras é semelhante, independentemente do tamanho da mama. A produção de leite depende fundamentalmente  do estado emocional da mãe e do estímulo do bebé. Este deve mamar em horário livre, ou seja, sempre que ele o desejar.

Todo o leite materno é fundamental e insubstituível, não existem leites fracos, na realidade este é sempre um leite com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebé.

“O bebé tem que beber água no intervalo das mamadas.”

Enquanto o bebé mamar leite materno exclusivo, até cerca dos 4-6 meses, não é necessário oferecer-lhe água, pois o leite materno possui água suficiente para satisfazer todas as suas necessidades hídricas (de água).

O bebé apenas necessita de começar a beber água quando introduzir os alimentos sólidos, e principalmente em dias de muito calor, para evitar a desidratação.

“Comer bacalhau ou beber cerveja preta aumenta a produção de leite.”

Este mito surgiu há várias gerações atrás, no entanto, não tem nenhum fundamento científico. A amamentação é uma das atividades que desgasta mais energia à mulher, pelo que deverá estar bem alimentada, mas a produção de leite materno depende essencialmente da estimulação do bebé e do estado emocional da mãe.

Artigo redigido com a Enfermeira Rita Teles, Enfermeira no Serviço de Pediatria.


Por Susana Carvalho de Oliveira
Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica
Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público. É também conselheira em aleitamento materno reconhecida pela OMS/UNICEF, reflexologista na área da gravidez e parto, e co-autora do Método Nova-Génese. Empreendedora e dedicada de natureza. Tem 2 filhos rapazes que todos os dias lhe recordam as alegrias da maternidade.

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